quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Como fazem os humanos


Like Humans do (Letra traduzida)
David Byrne

Por milhões de anos, em milhões de casas
Um homem amou uma mulher, uma criança nasceu
Aprendeu como machucar e aprendeu como chorar
Como fazem os humanos

Estou inspirando
Estou expirando
Então escorregue para dentro desta casa assustadora
Pratos no escoadouro
A TV no reparo
Não olhe para o chão
Não suba as escadas

Estou dolorido
Estou sacudido
Estou respirando
Como fazem os humanos

Eu trabalho e eu durmo e eu danço e eu morro
Estou comendo, estou sorrindo, estou amando a mim mesmo
Nós estamos comendo fora do prato
E nós beijamos com nossas línguas
Como fazem os humanos

Estou inspirando
Estou expirando
Então escorregue para dentro desta casa assustadora
Pratos no escoadouro
A TV no reparo
Não olhe para o chão
Não suba as escadas

Estou dolorido
Estou sacudido
Estou respirando
Como fazem os humanos

Estou inspirando
Estou expirando
Então o rebento dentro desta casa assustadora
Abano enquanto você trabalha
Qualquer um pode
A chuva está caindo numa mulher e um homem

Estou dolorido
Estou sacudido
Estou respirando
Como fazem os humanos
Estou inspirando
Estou expirando

domingo, 8 de novembro de 2009

Night and Day



Night and Day
Ella Fitzgerald, Cole Porter

Like the beat beat beat of the tom-tom
When the jungle shadows fall
Like the tick tick tock of the stately clock
As it stands against the wall

Like the drip drip drip of the raindrops
When the summer shower is through
So a voice within me keeps repeating
You, you, you

Night and day, you are the one
Only you beneath the moon or under the sun
Whether near to me, or far
It's no matter darling where you are
I think of you
Day and night, night and day, why is it so

That this longing for you follows wherever I go
In the roaring traffic's boom
In the silence of my lonely room
I think of you
Day and night, night and day

Under the hide of me
There's an oh such a hungry yearning burning inside of me
And this torment won't be through
Until you let me spend my life making love to you
Day and night, night and day

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Here We Go



Here We Go
(Jon Brion-Punch-Drunk Love Soundtrack)

You've gotta hope
That there's someone for you
Strange as you are
Who can cope
With the things that you do
Without trying too hard

'Cause you can bend the truth
Till it's suiting you
These things that you're wrapping all
around you
Never know what they will amount to
If you're life is just going on without you
It's the end of the things you know
Here we go

You've gotta know
That there's more to this world
Than what you have seen
'Cause we all
Have a limited view
Of what it can be

As we move along
With our blinders on
Each one of us feels a little stranded
And you can't explain or understand it
Each one of us is on a different planet

Amidst all the to and fro
Someone can say hello
Here we go

Feeling that someone really gets you
Well it's something that noone should
object to
It could happen today so I suggest you
Skip your habbit of laying low
It's the end of the things you know
Here we go

Someone can say hello
You old so and so
Here we go

domingo, 26 de julho de 2009

Estado de Natureza


O teórico iluminista Jean Jacques Rosseau afirma que o homem, tornando-se social, acaba fraco, medroso e subserviente e sua maneira de viver frouxa acaba por debilitar sua força e coragem.As mordomias da modernidade acabaram mimando o ser humano, facilitando cada vez mais o acesso às necessidades básicas e fazendo com que façamos cada vez menos esforço para alcançar os objetivos desejados.Se perdermos contato com nosso “estado de natureza”, termo este criado por Rosseau, estaremos condenados a viver sob a ditadura do relógio, num modus vivendi mecanicista, tecnocrático,insípido, amorfo, higiênico.É a morte da paixão pela vida. Cabe a nós mudar, buscando o retorno ao nosso “estado de natureza”, onde vivemos em comunhão e interdependência com o ecossistema e não com as máquinas.Uma boa dica é tentar pequenas mudanças na rotina para ver o mundo e a vida sob outros ângulos.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

De cronópios e de famas















Estes intrigantes seres são criações do escritor argentino Julio Cortazar em seu célebre livro “Histórias de Cronópios e de Famas”. A força dos cronópios é a poesia. Eles cantam, como as cigarras, indiferentes à rotina insípida do cotidiano. Quando cantam, esquecem tudo, são atropelados, perdem o que levam nos bolsos e até a conta dos dias. Os famas são seres acomodados, prudentes, metódicos, dados ao cálculo, e embalsamam suas recordações. Se a família vai se hospedar num hotel, mandam um na frente para verificar os preços e a cor dos lençóis. Os famas sabem tudo da vida prática, mas os cronópios sentem por eles uma compaixão infinita. Além destes dois grupos, existem ainda as esperanças. Estas se deixam viajar pelas coisas e pelos homens, e são como as estátuas, que é preciso ir ver, porque elas não vêm até nós.
Nessa deliciosa metáfora da vida contemporânea,com qual deles você se identifica?

domingo, 21 de junho de 2009

De dentro para fora


O ensaísta espanhol Ortega y Gasset afirmou que “o homem é o homem e sua circunstância”. Explico. Nossa cerne civilizatória não está nas metrópoles e capitais, mas nas pequenas cidades, nos vilarejos. São elas que possuem a nossa cara, nossa identidade, nossa cultura mais visceral. Essa é uma lei que se aplica não só ao Brasil, mas a qualquer país. São Paulo = Rio de Janeiro = Nova York = Tóquio = Berlim. É lógico que existem as diferenças de um lugar para o outro, mas o conjunto arquitetônico funcional, voltado para o comércio é latente nessas capitais. São importantes como catalisadores econômicos, mas se o assunto é identidade cultural, meu amigo, as pequenas cidades dão as cartas: Andaluzia na Espanha, New Orleans nos EUA, Santarém em Portugal, Lyon na França e Ouro Preto no Brasil (puxando a sardinha para o nosso lado, óbvio!). As cidades-estado na Grécia Antiga tiveram início nas pequenas casinhas de pastores de ovelhas e plantadores de azeitona. As capitais brasileiras foram antes Capitanias Hereditárias e mais tarde grandes engenhos, ou seja, grandes fazendas. Estou dando essa volta histórica imensa para provar que nossa ancestralidade, aquilo que temos de mais original, não está nos grandes modelos desenvolvimentistas das cidades que movimentam o capital mundial. Estas foram suplantadas pela globalização e só a ela obedecem agora. Quem está na onda de que a metrópole é o “grande barato” já foi também digerido por esse sistema ideológico que suprime a individualidade de forma ditatorial e mesquinha. Destrói seu inimigo mais poderoso com cinismo, zombando dele, reduzindo-o ao ridículo. Mas eu estou me desviando do assunto. Esse é assunto para um outro ensaio. O que eu quero deixar claro é que, se quisermos (temos, caso contrário seremos tragados, como afirma o grande escritor Euclides da Cunha) nos afirmar como civilização, devemos direcionar para as pequenas cidades e cidadelas.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Música que suspende o espírito...ou talvez seja só comigo!

"Until" (Sting)

If I caught the world in a bottle
And everything was still beneath the moon
Without your love would it shine for me?
If I was smart as Aristotle
And understood the rings around the moon
What would it all matter if you loved me?

Here in your arms where the world is impossibly still
With a million dreams to fulfill
And a matter of moments until the dancing ends
Here in your arms when everything seems to be clear
Not a solitary thing would I fear
Except when this moment comes near the dancing's end

If I caught the world in an hourglass
Saddled up the moon so we could ride
Until the stars grew dim, Until...

One day you’ll meet a stranger
And all the noise is silenced in the room
You’ll feel that you're close to some mystery
In the moonlight and everything shatters
You feel as if you’ve known her all your life
The world’s oldest lesson in history

Here in your arms where the world is impossibly still
With a million dreams to fulfill
And a matter of moments until the dancing ends
Here in your arms when everything seems to be clear
Not a solitary thing do I fear
Except when this moment comes near the dancing’s end

Oh, if I caught the world in an hourglass
Saddled up the moon and we would ride
Until the stars grew dim
Until the time that time stands still, Until...