sábado, 25 de outubro de 2014

Louca lua


Louca lua

Louca lua
Ilumina a rua
E me faz viver
Vem toda nua
Eterna viúva
Do amanhecer
Brilha eterna,soberana
Sensual
Radiante
Insana
Guia de marinheiros e profetas
Musa dos namorados e dos poetas
Tímida e mundana
Tirana da escuridão
Afasta do peito
Minha solidão
Guia minh’alma
Na imensidão
Me ajuda a crescer
Neste mundo cão
Não quero vagar
Por aí sem solução
Só peço amor
Luz

E paz no coração.

Outra vez você


Num oceano de pétalas cristalizadas
Rabisquei a sombra furtiva do teu nome
Nas azáleas diáfanas de minh'alma
Agonizei o lembrar de cantar o seu toque
A pureza da tua voz mergulha um clarão de perfumes
Trevas de louvores descarnados
Luzágrimas do meu dorviver
Os suspiros ofegantes do seu olhar
Refrescam nuvens negras numa manhã cáustica
A tua essência repousa num turbilhão
de estrelas cadentes suspensas
Vapores levianos valsam na delicadeza desencantada da tua cabeleira
Na clareza ofuscada e labiríntica do afã da eterna distância próxima...
do seu carinho....
Traço tortos versos encadeados
Embaraçosamente desconexos
Assim como o titânico e avassalador prazer
Que é decifrar suas indagações viscerais
Sufrágios de um náufrago moribundo
Submerso em desinências elementares
Cárcere do cálice dos teus beijos
Tormento de amar doer.

Para uma estranha

Para uma estranha

(Uma pequena homenagem a Charles Baudelaire)

Tua boca é uma transmutação de contradições que se encerra nos meus lábios, traduzindo a quintessência luminosa e agridoce de um vernáculo antigo. Seus olhos são duas chamas de lágrimas que explodem perfumes noturnos, enfeitiçando e afogando em delírios aqueles que as percebem.Seu sorriso é uma cascata de pérolas inundando o infinito e descortinando fortalezas de névoa fincadas em ventres de vidro.Se o mundo soçobrar debaixo dos meus pés, certamente será a tua mão, com dedos fortes, ágeis e suaves que me impedirá de sobrar em um abismo qualquer, vítima de minhas próprias idiossincrasias.Contarei sempre com a tua voz orvalhada para embalar minhas noites perturbadas. Por você eu despedaçaria constelações inexistentes e faria um cordão com o choro das estrelas! Escalaria o mais alto abismo para esculpir o teu relicário de memórias que nunca serão lidas!Porque você é o desespero do sábio e a loucura do forte, a inverdade do indeciso e a confusão do confiante. A ti todas promessas serão feitas, mas poucas serão cumpridas. Talvez porque você desperte algo maior e mais puro que o próprio desconcerto da vida.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

A dama etérea

Perdido em vales etéreos de estrelas cáusticas rabisquei teus sonhos em nuvens de cristal lagrimadas em perfumes adormecidos. Suspirando numa jangada quebradiça percebi a incompreensão despedaçada em silêncios constrangedores. A eterna angústia disfarçada nos enigmáticos intervalos onde projetei minhas dúvidas em seus olhos. O abraço imaginário que finalmente dissipará todas as dúvidas enquanto fundirá nossas essências na certeza de que todos os desencontros serão aquecidos, confortados em sorrisos desencantados. 
Tuas palavras ecoam enigmas remendados em desamores ressecados.Sua essência tem o odor inebriante de um lírio adormecido em luares imaginados. Basta um sorriso teu para desabrochar um relicário de esperanças perdidas, remendadas em desenganos torturados, devolvendo promessas antigas que teimamos em acreditar, mesmo antecipando a óbvia desilusão.  
A sugestão do reencontro dissipa a angústia bordada em cálices invernais transbordados de acácias pulsantes, reluzindo teus lábios como pétalas perdidas e mistificadas em sonetos atemporais. Teu olhar desdobrando um vasto universo de enigmas que inebria e desnorteia, convidando enquanto conduz à perdição os pobres marinheiros que ousarem navegar em teus segredos. 
Cada gesto vacilante traduz um caleidoscópio de nuances descortinadas, indecifráveis enquanto sedutoras, entrelaçadas por esperanças agridoces, sublimadas por vapores cálidos que conduzem lembranças ofuscadas  por carícias suspensas em gritos abafados, costurados em desespero e luxúria. 

quinta-feira, 23 de outubro de 2014


A dama etérea 

Perdido em vales etéreos de estrelas cáusticas rabisquei teus sonhos em nuvens de cristal lagrimadas em perfumes adormecidos. Suspirando numa jangada quebradiça percebi a incompreensão despedaçada em silêncios constrangedores. A eterna angústia disfarçada nos enigmáticos intervalos onde projetei minhas dúvidas em seus olhos. O abraço imaginário que finalmente dissipará todas as dúvidas enquanto fundirá nossas essências na certeza de que todos os desencontros serão aquecidos, confortados em sorrisos desencantados.
Tuas palavras ecoam enigmas remendados em desamores ressecados.Sua essência tem o odor inebriante de um lírio adormecido em luares imaginados. Basta um sorriso teu para desabrochar um relicário de esperanças perdidas, remendadas em desenganos torturados, devolvendo promessas antigas que teimamos em acreditar, mesmo antecipando a óbvia desilusão.
A sugestão do reencontro dissipa a angústia bordada em cálices invernais transbordados de acácias pulsantes, reluzindo teus lábios como pétalas perdidas e mistificadas em sonetos atemporais. Teu olhar desdobrando um vasto universo de enigmas que inebria e desnorteia, convidando enquanto conduz à perdição os pobres marinheiros que ousarem navegar em teus segredos.
Cada gesto vacilante traduz um caleidoscópio de nuances descortinadas, indecifráveis enquanto sedutoras, entrelaçadas por esperanças agridoces, sublimadas por vapores cálidos que conduzem lembranças ofuscadas por carícias suspensas em gritos abafados, costurados em desespero e luxúria.