terça-feira, 28 de julho de 2015

Blade Runner



A boa ficção científica sempre explorou a vertente existencial, questionando os valores que nos definem e norteiam. Para isso adotou-se a robótica como tema recorrente, usando a mesma para dissertar sobre a conjectura humana.
O diálogo entre homens e criaturas feitas à sua imagem e semelhança permite uma reflexão sobre as características que nos aproximam e diferem das máquinas, estabelecendo limites e configurações da nossa complexa natureza.
Ambientada no ano de 2019 e baseada em um conto do genial Philip K. Dick , a narrativa acompanha Rick Deckard, um policial afastado que retorna à ativa no destacamento especializado em capturar replicantes, andróides construídos para trabalhar na exploração e colonização de outros planetas no espaço extraterrestre. Tornaram-se ilegais após se revoltarem contra sua condição de escravos.Superiores em força e agilidade, eles possuem quase a mesma inteligência de seus criadores. O que realmente os diferencia é sua imaturidade emocional, um traço que não é facilmente identificado.
O investigador parte em busca de um grupo que escapou de uma colônia espacial e retornou à Terra. Enquanto ele procura os clandestinos, estes tentam encontrar seus criadores, para fazer uma importante solicitação.
A montagem do cineasta Ridley Scott apresenta um futuro sombrio e chuvoso, com algumas inovações tecnológicas, mas sem nenhuma arborização. A ambientação noir, reforçada pela trilha sonora composta por Vangelis, colabora para enfatizar a mensagem proposta.
Importante mencionar o relacionamento entre o protagonista e uma garota que não reconhece a sua composição cibernética. A tentativa de encontrar um sentimento honesto, algo que a destaque de seus semelhantes projeta o desejo de possuir uma identidade intransferível.
Interessante apontar também o fato de que o protagonista persegue os personagens robóticos sem uma motivação especial. Está apenas cumprindo ordens que lhe foram dadas, como um autômato, trazendo à tona uma discussão interessante sobre semelhanças e distinções da postura de homens e robôs.
Quando nos tornamos vítimas da rotina do cotidiano, terminamos agindo de forma impensada e repetitiva. O ponto de ruptura é a emoção que nos motiva, seja ela provocada por lembranças recentes ou passadas.
O elenco traz as ótimas interpretações de Harrison Ford, Rutger Hauer e Daryl Hannah, entre outros nessa projeção que induz à meditar sobre o sentido da passionalidade e como precisamos dela para nos sentirmos pertencentes ao ecossistema que transpira no planeta.
Gilson Salomão Pessôa é jornalista formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora, com Pós Graduação em Globalização, Mídia e Cidadania pela mesma faculdade.
E-mail para contato: gilson.salomao@gmail.com

domingo, 26 de julho de 2015

Prosa escrita

Galera, estou com uma equipe ótima trabalhando na Revista eletrônica de Variedades Prosa Escrita. Confiram!!

Revista Prosa Escrita

Ariano Suassuna mitando como sempre

Você acredita em Deus?Você acredita em Deus? Ou acha que o homem veio do macaco? Veja a opinião do dramaturgo, romancista e poeta brasileiro Ariano Suassuna (1927 - 2014). Se concorda com ele, compartilhe.
Posted by Marcos Pereira on Sábado, 13 de junho de 2015